Shodo

shodo: A Arte da Caligrafia Japonesa

Etimologia: Sho- escrita Dô- Caminho Shodô- Caminho da Escrita Kan- Dinastia Han Ji- Letra Kanji- Letra da Dinastia Han

O objetivo do Shodô não é apenas escrever hideogramas. Cada traço do Shodô deve ser espontâneo e único, “ Certeiro como a espada do samurai: se o guerreiro não acerta o golpe, pode não ter outra chance, por isso cada ter entrega total, como se fosse o último de sua vida.”

Por esse motivo não são admitidos retoques ou correções, pois uma vez realizado o traço com o Sumi ali foi registrada a palpitação da alma do praticante.

Esse era o motivo pelo qual os samurais se dedicavam a arte da caligrafia: acreditavam que pelo domínio do pincel conseguiriam maior autoconhecimento. Com a mente vazia o espírito deve chegar ao papel de forma imediata, e ao se concentrar e persistir no traço o guerreiro educa as mãos e também o coração.

Grafar kanji é um exercício de meditação, em que as pinceladas devem ser precisas, sempre de cima para baixo da esquerda para direita. A caligrafia japonesa abrange seis estilos diferentes. O kaisho é considerado o kanji “típico”, mais facilmente reconhecido pelos ocidentais e por isso mais popular fora do Japão. Na escola japonesa é o primeiro tipo de escrita que as crianças aprendem, pois é composto por linhas retas, mais fáceis de serem aprendidas;

- Bumboshihô- os quatro tesouros para Sho: os quatro principais utensílios para a pratica do Shodô são:

  • Washi - Papel de arroz
  • Sum i- Pedra de carvão
  • Suzuri - Tinteiro retangular
  • Fude - pincel

Outros utensílios utilizados são:

  • Bunchin- peso para segurar o papel;
  • Shotajiki- feltro colocado abaixo do papel;
  • Fudeoki- apoio de pincel;
  • Mizusashi- pequeno depósito de água

Sensei Eduardo e Angélica são discípulos de Arima Sensei, da colônia japonesa de Ivoti/RS. A mestra expõe suas obras de kirie e origami no Memorial da Cultura Japonesa de Ivoti, onde podem ser adquiridos.